Aquele olhar que me fazia aquecer todo o meu corpo, aquele olhar que conseguia tirar todo o ar dos meus pulmões e fazer o meu coração bater à velocidade da luz. O corpo de Andrew que junto ao meu me fazia esquecer de todo o mundo à nossa volta, como se estivéssemos numa bolha apenas nossa, na qual apenas havia espaço para emoções e sentimentos. Porque era apenas isso que ele me fazia sentir e tinha a certeza que eu a ele.
As pontas dos nossos narizes a tocarem-se suavemente... Os nossos lábios a poucos milímetros de distância, ansiando para que essa distância acabasse de uma só vez... As minhas mãos pousadas no peito nu de Andrew sentindo o seu coração ficar tão rápido quanto o meu, a sua respiração a igualar-se à minha, tão superficial, tão rápida... As mãos de Andrew a envolverem a minha cintura apertando-me com força contra o seu corpo... Os nossos olhares que não se largavam por um único segundo...
Não me lembro qual de nós tomou a iniciativa, mas de algo, eu lembro-me muito bem. Quando os nossos lábios se tocaram, primeiro suavemente a medo, mas assim que se tocaram, logo aumentou de intensidade, como se este beijo e os nossos lábios fossem a única coisa que nos conseguissem salvar de algo... As nossas línguas dançavam num ritmo conhecido, como se se conhecessem e fizessem aquilo à anos...
De repente, Andrew virou-nos, ficando por cima de mim, o que me deu a oportunidade de explorar todo aquele maravilhoso corpo com as minhas próprias mãos. Firme, musculado... Enlouquecedor... Lentamente Andrew afastou-se momentaneamente de mim, não quebrando o nosso olhar, e tirou o meu vestido, deitando-se novamente por cima de mim, agarrando-me com força e beijando-me como se fosse a última vez.
E naquele momento, tudo se tornou claro na minha mente, eu queria Andrew e ia tê-lo!
O Diário de Melanie
"I always say, keep a diary and someday it'll keep you." Mae West
quarta-feira, 2 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
Vigésima Terceira Entrada
Festas da Universidade... Nunca foram muito a minha onda nem a de Abby, mas Kate arranjava sempre alguma forma de nos conseguir convencer a vir. Ela era a alma da festa por assim dizer, pois conseguia animar toda a gente que estava à sua volta, principalmente a mim e a Abyy, o que não era uma tarefa nada fácil.
Apesar de não ser muito adepta de festas, decidi arranjar minimamente bem, por isso escolhi então um vestido curto vermelho garrido, com decote até ao meio das costas e por cima um bolero preto acetinado. Fiz uma maquilhagem leve e completei o look com uns sapatos de salto alto pretos e assim que peguei na minha mala fui até à sala buscar as minhas chaves. Para minha surpresa, Andrew estava sentado no sofá a ver televisão e assim que eu entrei na sala, de imediato Andrew olhou para mim e seguiu cada passo que eu dava.
"Vais sair?" Perguntou-me roucamente sem desviar o olhar do meu.
"Vou." Respondi simplesmente.
Quando me preparava para sair, Andrew agarrou no meu pulso e disse-me "Estás lindíssima Melanie." Algo que não me saiu da cabeça durante o resto da noite e talvez fosse esse o motivo que para minha surpresa e das minhas melhores amigas, comecei a beber mais do que o que normalmente bebia, durante toda a noite apesar dos constantes avisos das minhas amigas. Por eu não lhes dar ouvidos, levaram-me demasiado cedo para casa e para minha sorte, Brian também tinha saído, e quando o fazia não voltava para casa tão cedo.
Kate e Abby acompanharam-me até à entrada do apartamento mas não entraram, alegando que iriam para casa.
Fui até à sala deixar as minhas chaves quando olho para o sofá e vejo Andrew esticado no sofá a dormir, apenas de boxers sem nada mais a cobri-lo. Tentando aproximar-me mais dele, tropecei no tapete e caí sobre Andrew que acordou subitamente e ficou a olhar profundamente para mim.
Apesar de não ser muito adepta de festas, decidi arranjar minimamente bem, por isso escolhi então um vestido curto vermelho garrido, com decote até ao meio das costas e por cima um bolero preto acetinado. Fiz uma maquilhagem leve e completei o look com uns sapatos de salto alto pretos e assim que peguei na minha mala fui até à sala buscar as minhas chaves. Para minha surpresa, Andrew estava sentado no sofá a ver televisão e assim que eu entrei na sala, de imediato Andrew olhou para mim e seguiu cada passo que eu dava.
"Vais sair?" Perguntou-me roucamente sem desviar o olhar do meu.
"Vou." Respondi simplesmente.
Quando me preparava para sair, Andrew agarrou no meu pulso e disse-me "Estás lindíssima Melanie." Algo que não me saiu da cabeça durante o resto da noite e talvez fosse esse o motivo que para minha surpresa e das minhas melhores amigas, comecei a beber mais do que o que normalmente bebia, durante toda a noite apesar dos constantes avisos das minhas amigas. Por eu não lhes dar ouvidos, levaram-me demasiado cedo para casa e para minha sorte, Brian também tinha saído, e quando o fazia não voltava para casa tão cedo.
Kate e Abby acompanharam-me até à entrada do apartamento mas não entraram, alegando que iriam para casa.
Fui até à sala deixar as minhas chaves quando olho para o sofá e vejo Andrew esticado no sofá a dormir, apenas de boxers sem nada mais a cobri-lo. Tentando aproximar-me mais dele, tropecei no tapete e caí sobre Andrew que acordou subitamente e ficou a olhar profundamente para mim.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Vigésima Segunda Entrada
Não parava de pensar naquilo que as minhas melhores amigas me tinham dito e o quanto elas podiam estar corretas. O quanto eu tinha que parar de pensar com a cabeça e a racionalizar tudo na minha vida. Eu queria sentir tudo aquilo que eu sabia que só Andrew me conseguia fazer sentir, porque era naqueles momentos que eu me sentia mais viva que nunca. Talvez fosse altura de pensar apenas em mim. Deixar de pensar no que os meus pais queriam, no que Brian queria e até no que as minhas amigas gostavam que eu fizesse. Talvez fosse altura de fazer apenas aquilo que EU queria!
quarta-feira, 26 de março de 2014
Vigésima Primeira Entrada
Nunca na minha vida eu tinha sido arrogante para quem quer que fosse e nunca esperei sê-lo principalmente para uma das minhas melhores amigas. Não me reconhecia naquele exacto momento, só sabia que Andrew e aqueles momentos com ele, eram uma coisa apenas minha,
"E ele a causa de tu andares tão diferente, não é?" Perguntou Kate que aparentemente não estava aborrecida comigo, apesar da minha reacção muito pouco característica de mim. Vendo que eu continuava calada, continuou. "Mel, o que é que se passa?"
O que é que se passava comigo? Eu não era assim, alguém que respondia arrogantemente às minhas amigas, alguém que andava obcecada por um homem, eu não era assim. Mas Andrew era Andrew e eu não conseguia não pensar nele, nem sequer conseguia cogitar que Andrew pudesse estar com alguém. "Eu não sei..." Sussurrei mais para mim do que para Kate. "Eu não sei..."
"Mel desculpa se de alguma forma pisei onde não devia. Tu sabes como eu sou... Quando me interesso por alguém, ninguém me pára e como nunca nos falaste do Andrew eu não sabia o quanto gostavas dele."
"Eu não gosto dele!" Exclamei indignada.
"Eu conheço-te e tu nunca tiveste nenhuma reacção idêntica àquela que tiveste hoje. Não sobre uma amiga, não sobre o teu irmão, não sobre os teus pais e muitos menos não sobre um homem."
"Eu não gosto dele!" Voltei a repetir, talvez para me convencer a mim própria.
"Amiga..." Iniciou Kate ao pegar-me numa das mãos e olhar-me directamente nos meus olhos "Um homem como aqueles não fica sozinho por muito tempo. Se o queres na tua vida, seja de que forma for, faz-te à estrada. E não é que precises disso, mas tens o meu apoio. Por isso deixa de ser tão racional e permite-te simplesmente sentir." Terminou Kate dando-me um beijo na testa e indo-se embora de seguida.
Eu não podia gostar dele, nem sequer o conhecia. Não sabia como ele era, quais os seus gostos, desejos e ambições. Não sabia se ele tinha ou não família. Apenas Sabia que ele se chamava Andrew e que juntos tínhamos uma química perfeita.
"E ele a causa de tu andares tão diferente, não é?" Perguntou Kate que aparentemente não estava aborrecida comigo, apesar da minha reacção muito pouco característica de mim. Vendo que eu continuava calada, continuou. "Mel, o que é que se passa?"
O que é que se passava comigo? Eu não era assim, alguém que respondia arrogantemente às minhas amigas, alguém que andava obcecada por um homem, eu não era assim. Mas Andrew era Andrew e eu não conseguia não pensar nele, nem sequer conseguia cogitar que Andrew pudesse estar com alguém. "Eu não sei..." Sussurrei mais para mim do que para Kate. "Eu não sei..."
"Mel desculpa se de alguma forma pisei onde não devia. Tu sabes como eu sou... Quando me interesso por alguém, ninguém me pára e como nunca nos falaste do Andrew eu não sabia o quanto gostavas dele."
"Eu não gosto dele!" Exclamei indignada.
"Eu conheço-te e tu nunca tiveste nenhuma reacção idêntica àquela que tiveste hoje. Não sobre uma amiga, não sobre o teu irmão, não sobre os teus pais e muitos menos não sobre um homem."
"Eu não gosto dele!" Voltei a repetir, talvez para me convencer a mim própria.
"Amiga..." Iniciou Kate ao pegar-me numa das mãos e olhar-me directamente nos meus olhos "Um homem como aqueles não fica sozinho por muito tempo. Se o queres na tua vida, seja de que forma for, faz-te à estrada. E não é que precises disso, mas tens o meu apoio. Por isso deixa de ser tão racional e permite-te simplesmente sentir." Terminou Kate dando-me um beijo na testa e indo-se embora de seguida.
Eu não podia gostar dele, nem sequer o conhecia. Não sabia como ele era, quais os seus gostos, desejos e ambições. Não sabia se ele tinha ou não família. Apenas Sabia que ele se chamava Andrew e que juntos tínhamos uma química perfeita.
Vigésima Entrada
Abby arranjava sempre uma forma de me surpreender, mas de certa forma ela estava certa. Eu precisava de enfrentar o medo irracional que sentia de enfrentar Andrew quanto, naqueles momentos juntos, eu sabia que ele me queria tanto como eu a ele. Por isso decidi que o ia parar de evitar , porque aquelas sensações indescritíveis, valiam a pena toda a racionalidade perdida
Num dia que tinha saído mais cedo da Universidade, decidi ir para casa adiantar alguns relatórios que tinha para concluir. Assim que entro em casa, dirigi-me à sala, após ouvir vozes familiares na mesma. Qual é a minha surpresa quando vejo Kate sentada no sofá ao lado de Andrew, a conversarem alegremente. Algo que despertou em mim um grande sentimento de possessão e de, admito, algum ciúme.
"O que é que estás aqui a fazer Kate?"
"Sabia que ias sair mais cedo, por isso decidi fazer-te uma visita Mel. Mas como ainda não tinhas chegado, o Andrew ficou a fazer-me companhia."
Fomos para o meu quarto onde nos sentámos na cama e, assim que o fizémos, Kate começou a dizer-me o quanto Andrew era lindo e maravilhoso, com um sorriso contagiante e a perguntar-me o porquê de eu ainda não ter falado sobre ele a ela e Abby. Chegava a ser palpável o interesse de Kate em Andrew.
Por muito que eu gostasse de Kate como minha irmã e eu fizesse tudo por ela e Abby, Andrew era algo meu e vê-los a falar livremente, como nunca Andrew tinha feito comigo, tinha despertado em mim algo que chegava a ser animal. Andrew era alguém que eu não queria partilhar, por isso transformei-me em algo que nunca esperei e destruí todos os planos que Kate podia estar a fazer com o meu homem mistério.
"Ele é meu!" Exclamei de forma arrogante e possessiva.
Num dia que tinha saído mais cedo da Universidade, decidi ir para casa adiantar alguns relatórios que tinha para concluir. Assim que entro em casa, dirigi-me à sala, após ouvir vozes familiares na mesma. Qual é a minha surpresa quando vejo Kate sentada no sofá ao lado de Andrew, a conversarem alegremente. Algo que despertou em mim um grande sentimento de possessão e de, admito, algum ciúme.
"O que é que estás aqui a fazer Kate?"
"Sabia que ias sair mais cedo, por isso decidi fazer-te uma visita Mel. Mas como ainda não tinhas chegado, o Andrew ficou a fazer-me companhia."
Fomos para o meu quarto onde nos sentámos na cama e, assim que o fizémos, Kate começou a dizer-me o quanto Andrew era lindo e maravilhoso, com um sorriso contagiante e a perguntar-me o porquê de eu ainda não ter falado sobre ele a ela e Abby. Chegava a ser palpável o interesse de Kate em Andrew.
Por muito que eu gostasse de Kate como minha irmã e eu fizesse tudo por ela e Abby, Andrew era algo meu e vê-los a falar livremente, como nunca Andrew tinha feito comigo, tinha despertado em mim algo que chegava a ser animal. Andrew era alguém que eu não queria partilhar, por isso transformei-me em algo que nunca esperei e destruí todos os planos que Kate podia estar a fazer com o meu homem mistério.
"Ele é meu!" Exclamei de forma arrogante e possessiva.
terça-feira, 25 de março de 2014
Décima Nona Entrada
Abby! Era dela que eu precisava naquele momento, pois só ela tinha a capacidade de me fazer ver os problemas de uma outra perspectiva, por isso mesmo depois de um dia de aulas, combinei encontrar-me com ela num parque próximo à Universidade, onde nos sentámos na nossa esplanada preferida a saborear um delicioso gelado de manga.
Éramos amigas à tantos anos as três, que sabíamos de imediato quando alguma de nós não estava bem mas, sabíamos também que quando essa pessoa ainda não tinha falado sobre o assunto com as restantes, o melhor era esperar para que ela se sentisse suficientemente segura para desabafar. Era isso que Abby estava a fazer naquele momento, em silêncio, a dar-me espaço até que eu me sentisse pronta para falar.
No entanto, pela primeira vez em toda a nossa amizade, não queria partilhar toda a história com Abby, porque Andrew era algo que eu não queria partilhar... Pelo menos não ainda... Apesar disso, sentia-me mal à mesma por omitir coisas a Abby pela primeira vez na vida. Apenas lhe contei que o tinha conhecido por ser colega do meu irmão e ambos estarmos a morar com Brian temporariamente e que, por não me sentir muito confortável junto dele, ponderava voltar para minha casa.
"Mel..." Disse Abby ao pegar nas minhas mãos entre as suas. "Eu sei que não me estás a contar tudo e que isto é apenas uma ínfima parte comparado com a realidade e sei que não é de propósito que o estás a fazer, mas sim porque mesmo não estando preparada para falar sobre o assunto, sentes que precisas de alguns conselhos. Só sei que nunca te vi assim por causa de um rapaz. Um rapaz que eu sei que não é apenas isso para ti e que para te fazer pensar em sair de casa do teu irmão é porque te afecta mais do que tu querias que afectasse. O meu conselho? Não saias e dá-te a oportunidade de pensar menos com a cabeça e mais com o teu coração."
Éramos amigas à tantos anos as três, que sabíamos de imediato quando alguma de nós não estava bem mas, sabíamos também que quando essa pessoa ainda não tinha falado sobre o assunto com as restantes, o melhor era esperar para que ela se sentisse suficientemente segura para desabafar. Era isso que Abby estava a fazer naquele momento, em silêncio, a dar-me espaço até que eu me sentisse pronta para falar.
No entanto, pela primeira vez em toda a nossa amizade, não queria partilhar toda a história com Abby, porque Andrew era algo que eu não queria partilhar... Pelo menos não ainda... Apesar disso, sentia-me mal à mesma por omitir coisas a Abby pela primeira vez na vida. Apenas lhe contei que o tinha conhecido por ser colega do meu irmão e ambos estarmos a morar com Brian temporariamente e que, por não me sentir muito confortável junto dele, ponderava voltar para minha casa.
"Mel..." Disse Abby ao pegar nas minhas mãos entre as suas. "Eu sei que não me estás a contar tudo e que isto é apenas uma ínfima parte comparado com a realidade e sei que não é de propósito que o estás a fazer, mas sim porque mesmo não estando preparada para falar sobre o assunto, sentes que precisas de alguns conselhos. Só sei que nunca te vi assim por causa de um rapaz. Um rapaz que eu sei que não é apenas isso para ti e que para te fazer pensar em sair de casa do teu irmão é porque te afecta mais do que tu querias que afectasse. O meu conselho? Não saias e dá-te a oportunidade de pensar menos com a cabeça e mais com o teu coração."
Décima Oitava Entrada
Lição aprendida. Nunca mais sair do meu quarto e deambular pelas partes comuns da casa. Ou pelo menos era isso que eu desejava, uma vez que não seria de possível concretização.
Não sabia que condão Andrew tinha para que em todos os breves momentos que estávamos juntos, ele me fizesse perder toda a racionalidade que tanto me era característica. Porque era isso que acontecia quando me encontrava a poucos metros dele. Simplesmente deixava de pensar claramente e apenas me deixava andar à deriva pelas melhores sensações que alguma vez tinha vivido.
Por pura sorte, não tinhamos sido apanhados por Brian. No momento que ouvimos a voz dele, foi como se alguém nos tivesse dado uma estalada e obrigado a acordar e, mais rapidamente que pensei humanamente possível, Andrew tinha saído da cozinha e eu tentei distrair-me com a figideira para lidar com o meu crepe mais do que torrado.
Todos aqueles breves minutos tinham-me parecido horas intermináveis e ainda assim demasiado pouco tempo com Andrew e aquelas sensações demasiado intensas para poderem ser descritas por meras palavras, pois que chegavam a ser tão complexas e indescritíveis ao ponto de me fazer faltar o ar.
Por não conseguir lidar com mais nada naquele momento, limpei o estrago que fiz e após dar uma breve explicação ao meu irmão, fechei-me no quarto. Talvez o melhor fosse voltar para minha casa, pois já era crescida o suficiente para tomar conta de mim, para além de que não sabia como iria encarar Andrew a partir daquele dia. No entanto, como iria dizer ao meu irmão que precisava de ir para casa? Como iria explicar a grande parte de mim, que o correto a fazer era afastar-me de Andrew?
Não sabia que condão Andrew tinha para que em todos os breves momentos que estávamos juntos, ele me fizesse perder toda a racionalidade que tanto me era característica. Porque era isso que acontecia quando me encontrava a poucos metros dele. Simplesmente deixava de pensar claramente e apenas me deixava andar à deriva pelas melhores sensações que alguma vez tinha vivido.
Por pura sorte, não tinhamos sido apanhados por Brian. No momento que ouvimos a voz dele, foi como se alguém nos tivesse dado uma estalada e obrigado a acordar e, mais rapidamente que pensei humanamente possível, Andrew tinha saído da cozinha e eu tentei distrair-me com a figideira para lidar com o meu crepe mais do que torrado.
Todos aqueles breves minutos tinham-me parecido horas intermináveis e ainda assim demasiado pouco tempo com Andrew e aquelas sensações demasiado intensas para poderem ser descritas por meras palavras, pois que chegavam a ser tão complexas e indescritíveis ao ponto de me fazer faltar o ar.
Por não conseguir lidar com mais nada naquele momento, limpei o estrago que fiz e após dar uma breve explicação ao meu irmão, fechei-me no quarto. Talvez o melhor fosse voltar para minha casa, pois já era crescida o suficiente para tomar conta de mim, para além de que não sabia como iria encarar Andrew a partir daquele dia. No entanto, como iria dizer ao meu irmão que precisava de ir para casa? Como iria explicar a grande parte de mim, que o correto a fazer era afastar-me de Andrew?
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