Lição aprendida. Nunca mais sair do meu quarto e deambular pelas partes comuns da casa. Ou pelo menos era isso que eu desejava, uma vez que não seria de possível concretização.
Não sabia que condão Andrew tinha para que em todos os breves momentos que estávamos juntos, ele me fizesse perder toda a racionalidade que tanto me era característica. Porque era isso que acontecia quando me encontrava a poucos metros dele. Simplesmente deixava de pensar claramente e apenas me deixava andar à deriva pelas melhores sensações que alguma vez tinha vivido.
Por pura sorte, não tinhamos sido apanhados por Brian. No momento que ouvimos a voz dele, foi como se alguém nos tivesse dado uma estalada e obrigado a acordar e, mais rapidamente que pensei humanamente possível, Andrew tinha saído da cozinha e eu tentei distrair-me com a figideira para lidar com o meu crepe mais do que torrado.
Todos aqueles breves minutos tinham-me parecido horas intermináveis e ainda assim demasiado pouco tempo com Andrew e aquelas sensações demasiado intensas para poderem ser descritas por meras palavras, pois que chegavam a ser tão complexas e indescritíveis ao ponto de me fazer faltar o ar.
Por não conseguir lidar com mais nada naquele momento, limpei o estrago que fiz e após dar uma breve explicação ao meu irmão, fechei-me no quarto. Talvez o melhor fosse voltar para minha casa, pois já era crescida o suficiente para tomar conta de mim, para além de que não sabia como iria encarar Andrew a partir daquele dia. No entanto, como iria dizer ao meu irmão que precisava de ir para casa? Como iria explicar a grande parte de mim, que o correto a fazer era afastar-me de Andrew?
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