Abby e Kate percebiam que algo estava a acontecer comigo no entanto, pela primeira vez desde que me conheço, nada mencionaram sobre o assunto.
Continuo sem saber onde arranjei aquela coragem para dar a Andrew aquele beijo na face e, correndo o risco dele achar que eu estava a ser oferecida, tinha muito orgulho na atitude que tinha tomado.
Nos dias que se seguiram, evitei ir até ao estúdio, apesar dos muitos convites do meu irmão. Claro que queria ver o meu homem mistério, mais do que tudo, mas acho que aquele meu acto acabou com grande parte da minha coragem. Algo em mim me dizia que tínhamos alguma espécie de ligação, mas o meu lado racional dizia-me que eu estava a fazer demasiados cenários na minha cabeça.
A minha atenção nas aulas era cada vez menor, por mais que me tentasse concentrar. Durante a noite, os meus sonhos incluíam olhares, vozes e infinitos. Durante o dia, o meu coração andava irrequieto e pouco sossegado.
Num dia, o meu irmão veio a casa de propósito para falar comigo, pois estava preocupado. "Mel, eu conheço-te melhor que ninguém e sei que se passa alguma coisa contigo. Arranjas sempre desculpas para não ires ao estúdio desde que desmaiaste, sem razão aparente. Podes achar estranho, mas chama-lhe instinto de irmão, eu sei que se passa algo- Por favor Mel... O que é que se passa?"
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