Confesso que em toda a minha vida, já desmaiei algumas vezes, mas todas por quedas de tensão ou por não comer. Mas por sentir um olhar tão intenso como aquele que o meu homem mistério me deu? Nunca.
Quando abro os olhos e reparo naquilo que me rodeia, vejo que estou na sala onde habitualmente o meu irmão trabalha e junto à janela, a olhar para a rua, está o motivo do meu desmaio. Uma vez mais o meu coração ficou mais acelerado ao observar aquele corpo e ao sentir a atracção que inexplicavelmente sentia por aquele homem mistério.
Ao tentar levantar-me, fiz alguns ruídos que despertaram a atenção do meu homem mistério, agora Andrew. Era estranho poder atribuir um nome à figura que perseguia os meus pensamentos todos os dias. Andrew correu rapidamente para mim, impedindo-me de levantar, dizendo que era melhor descansar e que o meu irmão tinha ido buscar um copo de água com açúcar.
Senti-lo uma vez mais tão próximo de mim, com a sua face perto da minha, fez com que a minha cabeça começasse a girar uma vez mais e por isso decidi deitar-me novamente para aparente contentamento do Andrew.
Não sabia o que lhe dizer... Não me saíam quaisquer palavras pela boca. Mas quando Andrew tirou as mãos dos meus braços para se afastar de mim, inconscientemente agarrei o seu braço e formulei as palavras: "Não me deixes."
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